Há cada vez mais siglas a disputar o mesmo espaço: GEO, AEO, «AI SEO», LLMO. Todas tentam responder à mesma pergunta: quando alguém pergunta à IA por um negócio como o seu, será que o seu nome aparece? Vale a pena perceber o que cada termo quer dizer, mas a conclusão prática é simples: o trabalho é quase o mesmo.
O que é AEO (Answer Engine Optimization)
AEO é o termo mais antigo. Nasceu antes dos modelos de linguagem, quando o objetivo era ser a resposta direta: a caixa de respostas do Google, os featured snippets, o «as pessoas também perguntam», os assistentes de voz como a Siri e o Google Assistant. A ideia é responder a uma pergunta de forma tão clara e estruturada que o motor a escolhe e a mostra sem o utilizador ter de clicar.
Hoje, o exemplo mais importante de motor de respostas são as AI Overviews do Google: aquele resumo gerado por IA que aparece no topo da pesquisa.
O que é GEO (Generative Engine Optimization)
GEO é o termo recente, surgido com o ChatGPT. Em vez de ser a resposta numa página de resultados, o objetivo é ser citado e recomendado dentro de uma resposta gerada por IA: no ChatGPT, no Perplexity, no Gemini ou no Claude. Quando alguém pede «recomenda-me uma boa opção em Lisboa», a IA devolve dois ou três nomes. GEO é o trabalho de garantir que o seu é um deles.
E «AI SEO», LLMO, GAIO?
São variantes informais da mesma ideia. A terminologia ainda não estabilizou e provavelmente vai mudar outra vez. Não vale a pena prender-se a uma sigla; vale a pena perceber o que todas pedem.
Na prática, o trabalho é quase o mesmo
Apesar dos nomes diferentes, AEO e GEO pedem os mesmos sinais. Para ser escolhido por um motor de respostas ou citado por um motor generativo, o seu site precisa de:
- Dados estruturados (schema.org) que digam à IA, sem ambiguidade, quem é, onde está e o que faz.
- Conteúdo renderizado no servidor que a IA consiga mesmo ler: não escondido atrás de JavaScript que os crawlers não executam.
- Acesso aberto aos crawlers de citação: o OAI-SearchBot, o PerplexityBot, o Claude-SearchBot e o Googlebot. Bloqueá-los é tornar-se invisível.
- Respostas claras e diretas, incluindo uma secção de perguntas frequentes que responda às dúvidas reais dos clientes.
- Menções em fontes de confiança: fóruns, diretórios e imprensa que a IA usa para confirmar que existe e que é credível.
Otimize estes sinais uma vez e está a trabalhar AEO e GEO ao mesmo tempo. Não são dois projetos.
Onde diferem, na margem
As diferenças são pequenas e raramente mudam a prioridade:
- AEO dá um pouco mais de peso às funcionalidades da pesquisa do Google e à voz: schema do tipo FAQ, HowTo e Speakable.
- GEO dá mais peso à reputação conversacional: ser mencionado de forma consistente pela web, para que o modelo «aprenda» que é uma opção a recomendar.
Em Portugal, por onde começar
A superfície de maior valor são as AI Overviews do Google, por uma razão simples: são ao mesmo tempo um motor de respostas e um motor generativo, e o Google domina a pesquisa em Portugal. É o ponto onde AEO e GEO se encontram.
A seguir vêm o ChatGPT e o Perplexity, que cada vez mais portugueses usam para pedir recomendações. É por isso que faz sentido medir os três em conjunto, em vez de tratar cada um como um projeto separado.
O que fazer a seguir
A sigla escolhida não altera o trabalho. O que conta é o resultado: aparecer quando os clientes perguntam por si à IA. Comece por perceber onde está hoje (quais os sinais que já tem e quais lhe faltam) e corrija por ordem de impacto. É exatamente isso que a Notado mede e prioriza.